Tóquio (Japão) – Carlos Alcaraz defendeu com sucesso o título do ATP 500 de Tóquio, mas considera que ainda tem muito a evoluir. O espanhol superou o tcheco Jiri Lehecka por 7/6 (7-4) e 6/4 nesta terça-feira e, mesmo com o bicampeonato, reconheceu que ainda busca o nível apresentado antes da lesão no punho direito.
“Ainda estou bastante longe do meu melhor nível. Mas estou conseguindo encontrar soluções para me colocar em boas situações. Acho que agora é seguir dando o meu melhor, partida a partida, torneio a torneio, e ver até onde consigo chegar”, afirmou Alcaraz, que conquistou seu terceiro troféu na temporada e o 27º da carreira.
O espanhol teve uma campanha de altos e baixos em Tóquio e precisou encontrar diferentes caminhos para confirmar o favoritismo. Depois de se deparar com dificuldades nas rodadas iniciais e de uma virada sobre o compatriota Jaume Munar na semifinal, Alcaraz considerou que demonstrou seu melhor jogo na final.
Back with a bang 🎉
In only his second tournament since his return @CarlosAlcaraz takes the title thanks to a 7-6 6-4 win over Jiri Lehecka 🏆
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“Foi uma semana muito difícil, na qual não encontrei meu melhor tênis nem meu melhor nível, mas encontrei boas soluções. Acho que isso é o que importa no final, jogar os pontos mais importantes da melhor maneira possível. Diria que a partida de hoje foi a melhor da semana ou pelo menos a mais consistente em relação ao nível que apresentei”, comentou o número 3 do mundo.
O ex-líder da ATP também destacou o aspecto tático da vitória sobre Lehecka. O espanhol salvou os três break-points que enfrentou e soube mudar a postura nos momentos decisivos.
“Acho que taticamente joguei muito bem, sólido quando precisava ser, agressivo quando precisava ser e, sobretudo, nos momentos importantes apresentei um nível muito bom. No fim, isso é o importante”, avaliou.
Dúvidas durante a recuperação
O bicampeonato ganhou peso especial para Alcaraz por ter sido conquistado em seu segundo torneio desde o retorno após a lesão que o tirou das quadras por mais de quatro meses. O espanhol admitiu que enfrentou dúvidas durante o período afastado e chegou a questionar se conseguiria recuperar as mesmas sensações.
“Muitos pensamentos negativos vêm à cabeça: se você vai voltar saudável, se vai voltar sendo o mesmo que era antes, se vai conseguir bater na bola normalmente e sem nenhuma dor. Muitas coisas passaram pela minha cabeça, mas tentei me afastar desses pensamentos o tempo todo”, revelou.
Celebrating the victories together 😁🫶
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O atleta de 23 anos destacou a confiança em sua equipe durante o processo de recuperação. “Minha equipe e eu sabíamos que, se eu voltasse, estaria 100% saudável. Se sentisse alguma coisa, não seria nada. Então só precisava ir para cada golpe e cada bola com tudo. Confiei neles, confiei em mim e funcionou”, explicou.
O espanhol acredita que a sequência de jogos será fundamental para recuperar a regularidade que apresentava antes da lesão. “Acho que voltar a competir, continuar jogando partidas e torneios, vai chegar a um ponto em que isso vai me ajudar muito”, ponderou.
Motivado para a reta final
Depois de igualar David Ferrer com 27 títulos e se tornar o terceiro espanhol com mais conquistas na Era Aberta, atrás de Rafael Nadal e Manuel Orantes, Alcaraz agora volta as atenções para os principais compromissos do restante da temporada.
“Estou com muita vontade e muito motivado para o que vem pela frente. Xangai, Paris, ATP Finals, Copa Davis… são torneios que gostaria de ganhar algum dia. Neste ano venho com vontade, venho preparado e vamos ver, porque são torneios muito importantes”, assegurou.
O próximo desafio será o Masters 1000 de Xangai, já nesta semana, em busca do título inédito. Alcaraz é o cabeça de chave 2 do forte evento chinês e sai avançado na primeira rodada antes de iniciar sua campanha diretamente na segunda fase. Ele encara o vencedor do duelo entre o argentino Juan Manuel Cerúndolo e o quali colombiano Nicolas Mejia.
Além do bicampeonato em Tóquio, ele acumula 20 vitórias consecutivas em torneios ATP 500 e conquistou seu décimo troféu nesta categoria, juntando-se a Novak Djokovic, Rafael Nadal e Roger Federer entre os únicos jogadores que alcançaram a marca desde a criação da série, em 2009.
