Nova York (EUA) – Em seu segundo jogo desde o retorno ao circuito, depois de ficar quase cinco meses afastado, o espanhol Carlos Alcaraz levou um susto do português Jaime Faria e perdeu o primeiro set, mas depois se recuperou e venceu de virada. Após a partida, ele comentou seu desempenho na vitória por 4/6, 6/0, 6/3 e 6/2.

“Para ser sincero, queria que fosse mais rápido, não vou mentir. Mas no fim, percebi que jogar quatro sets foi muito bom para mim, para testar tudo fisicamente, para ver como meu corpo reage, como me sinto e como vou me sentir amanhã depois desta partida. Estou feliz por ter conseguido jogar um bom tênis durante os quatro sets”, analisou.

Alcaraz salientou que a competição é um mundo completamente diferente do treino e por isso o teste mais longo não foi de todo mal. Ele ainda garantiu que tem treinado normalmente, batendo a direita com muita liberdade e sem pensar no meu punho em algum. “Nem durante o treino nem durante as partidas”, disse o espanhol.

“Sei que quando entro em quadra, preciso dar tudo de mim todas as vezes. Preciso me sentir normal. Preciso bater na bola como fazia antes da lesão e ver o que acontece. Estou me sentindo ótimo. Não há motivo para ter medo e não bater na bola normalmente”, acrescentou o tenista de Múrcia.

Novas pausas no futuro

Embora ficar tanto tempo sem jogar não fizesse parte dos planos, Alcaraz reconheceu que a pausa o fez refletir sobre o descanso em um circuito tão exigente. “Para ser sincero, tive uma pausa mais longa do que gostaria, obviamente não queria ter essa pausa por causa de uma lesão. No entanto, considerando o quão apertado está o calendário, no futuro, pretendo fazer algumas pausas, algumas mais longas”, comentou.

“Talvez não quatro meses, mas um ou dois meses, perdendo alguns torneios, porque é impossível jogar todos. E estão adicionando mais torneios importantes. Isso é impossível, estamos vendo muitos jogadores se lesionando, muitos jogadores se cansando. Se não fizerem nada a respeito, veremos ainda mais casos no futuro”, acrescentou Alcaraz.

Chave para a virada

Após estrear na rodada diurna, o cabeça de chave 2 teve uma partida noturna em sua segunda rodada no torneio, forçando ajustes que demoraram um pouco para acontecer. “Jogar à noite é um mundo completamente diferente de jogar durante o dia. A bola fica maior. É mais difícil movimentá-la e causar dano. Tive um break-point e não aproveitei. Depois disso, só quis jogar pontos curtos, e isso foi um erro da minha parte”, avaliou.

“Eu precisava jogar com mais paciência, construir os pontos com trocas de bola longas de três, quatro ou cinco golpes, e então partir para o ataque. Mas eu estava tentando construir o ponto desde os primeiros golpes e não consegui. Diria que foi por isso que ele conseguiu a quebra e levou o primeiro set”, ponderou Alcaraz.

“Depois disso, percebi o que precisava fazer. Precisava ser mais paciente, construir os pontos desde o início. Consegui uma quebra logo no começo, o que me ajudou muito a jogar com mais calma e pensar com mais clareza sobre tudo. Diria que esse foi o ponto de virada”, finalizou o espanhol, que na próxima fase enfrentará o chinês Yibing Wu.