Felipe Priante

Da Costa do Sauípe, Especial para TenisBrasil

O paranaense Thiago Wild manteve os pés no chão após a vitória deste sábado sobre o argentino Facundo Diaz Acosta que o garantiu na final do Costa do Sauípe Open, no domingo às 16h (horário de Brasília). Feliz com a campanha e com o retorno ao top 100, ele sabe que ainda tem mais um jogo pela frente.

“Com certeza muito feliz. Obviamente era uma vontade minha, mas como eu venho falando a semana inteira, a gente tem que trabalhar jogo a jogo. A semana não terminou ainda”, disse o cabeça de chave 4 do torneio, que voltará ao top 100 pela primeira vez desde março do ano passado.

“Isso é fruto do trabalho. Como eu falei uns dias atrás, geralmente, o trabalho paga. Eu trabalhei bastante e está vindo o resultado, é simples assim. Claro que há outras variantes, muitas coisas que podem mudar, mas o trabalho paga. Cedo ou tarde, o trabalho paga”, acrescentou o tenista de 26 anos.

Wild explica que a boa temporada, indo para a sétima final em 2026, é fruto não apenas do trabalho, mas também de permanecer saudável e sem lesões. “Eu consegui aproveitar o tempo em que eu estava saudável. Foi basicamente isso”, disse ele ao comparar seu ano atual com os dois anteriores.

A torção no tornozelo, que requisitou atendimento médico durante a partida, foi apenas um susto para ele. “Eu estou com o tornozelo de boa, foi mais um susto, doeu mais na hora. Depois consegui seguir bem. Foi mais uma pancada ali”, comentou Wild, que ficou revoltado mesmo com a bolada que levou do argentino.

“Agora, ele me dá uma bolada na rede e eu saio correndo pra um lado. Era só ele jogar para o outro. Ele estava com a quadra inteira aberta e ele quis jogar em mim. Ponto final. Nada contra, tudo certo, mas ele mirou em mim”, criticou o brasileiro.

Na final, ele enfrentará mais um argentino, o segundo favorito Camilo Carabelli. “Com certeza vai ser um jogo duro. Uma final é sempre um jogo interessante, os dois estão com confiança e jogando bem. Ele é um bom jogador, eu venho num bom momento também. Enfim, com certeza vai ser um jogo bonito de assistir”, analisou.

Questionado sobre a forma como usou a torcida durante a partida, ele destacou adorar o clima de jogo grande. “Eu sempre gostei de jogar com a torcida, tanto a favor quanto contra. Sempre gostei de quadra grande. Acho que aqui, principalmente no Brasil, a gente tem que usar isso”, afirmou o paranaense.

“A torcida brasileira é calorosa, é forte, apesar de que hoje tinha uns mané lá torcendo para o argentino, gritando na minha orelha. Mas tudo certo, cada um faz o que quer”, complementou Wild, que logo após a vitória se dirigiu para os torcedores em questão e os ironizou com uma reverência.