Xangai (China) – A defesa do título de Valentin Vacherot no Masters 1000 de Xangai terminou com uma atuação que o próprio monegasco classificou como uma das piores da temporada. Campeão no ano passado, após furar o quali, ele foi eliminado nesta segunda-feira pelo norte-americano Tommy Paul, por 6/4 e 6/2, na terceira rodada, e saiu bastante insatisfeito com seu desempenho.
“É por isso que estou realmente decepcionado. Preferia deixar o torneio depois de uma grande partida, uma boa batalha, talvez três sets, e não perdendo por 6/4 e 6/2”, lamentou Vacherot em entrevista concedida logo após a derrota.
O cabeça de chave 17 não soube explicar se o desgaste das últimas semanas contribuiu para a derrota, mas reconheceu que Paul conseguiu explorar suas dificuldades. “Não sei se foi por estar viajando há tanto tempo, mas este provavelmente foi um dos meus piores jogos do ano. Tommy também me fez jogar mal. Ele me movimentou muito bem pela quadra”, avaliou.
Speed + Precision = Tommy Paul 😎
What a way to break, @TommyPaul1 🙌
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— Tennis TV (@TennisTV) October 12, 2026
Vacherot revelou que percebeu logo no início que não estava em boas condições físicas. Ainda tentou reagir na primeira parcial e destacou as devoluções como um dos poucos aspectos positivos de sua atuação. “Não estava muito bem. Percebi rapidamente que fisicamente também não me sentia bem. Tentei, lutei no primeiro set e estava devolvendo bem. Foi uma das poucas coisas que fiz direito hoje”, comentou.
A oportunidade de voltar à disputa apareceu quando Paul liderava por 5/1 no primeiro set. Vacherot teve um break-point, mas não conseguiu aproveitá-lo. “Acho que, depois que não aproveitei essa chance, ele ganhou confiança e disputou um segundo set muito bom”, explicou.
O monegasco iniciou o torneio como 14º do mundo, seu melhor ranking, mas não conseguiu se aproximar da campanha de 2025. Com a perda dos pontos conquistados pelo título, deixará o top 30 na próxima atualização da ATP.
Apesar da derrota, Vacherot já pensa na próxima edição do torneio. “No tênis, não podemos controlar tudo, especialmente quando o adversário está jogando muito bem, como aconteceu hoje. No ano que vem, ficarei tão feliz em voltar quanto fiquei neste ano”, afirmou o atleta de 27 anos.
