Nova York (EUA) – O time de Aryna Sabalenka acredita que a bielorrussa estará ainda mais motivada para buscar o tricampeonato do US Open, com a confirmação de que deixará a liderança do ranking na segunda-feira. A cabeça de chave 1 enfrentará na decisão justamente sua principal rival, a cazaque Elena Rybakina.

Sabalenka e Rybakina disputam o título neste sábado, às 17h (horário de Brasília). As duas já se enfrentaram 17 vezes no circuito, com vantagem de 10 a 7 para a atual bicampeã. Nesta temporada, a cazaque levou a melhor na final do Aberto da Austrália, enquanto Sabalenka venceu os dois duelos seguintes, nos WTA 1000 de Indian Wells e Miami.

O técnico principal Anton Dubrov, o preparador físico Jason Stacy e Max Mirnyi participaram de uma coletiva antes da decisão e falaram sobre o momento da bielorrussa e a mudança na liderança do ranking.

“Na verdade, fico feliz que tenha acontecido assim. Já passou e serve como combustível extra. Agora ela precisa mostrar quem é quem. Não existe mais aquele desgaste adicional de pensar em manter a posição ou algo parecido”, comentou a equipe.

Rybakina será a nova número 1 do mundo na próxima segunda-feira, independentemente do resultado da finalíssima. A mudança faz Sabalenka deixar de defender o posto e passar novamente a persegui-lo. “Agora começa um novo capítulo. É hora de voltar a buscar o objetivo. É uma motivação extra, simplesmente temos que ir atrás”, prosseguiram.

A própria Sabalenka comentou a troca no topo depois de superar a norte-americana Jessica Pegula na semifinal. A tenista de 28 anos reconheceu a grande campanha da rival e disse que pouco pode fazer neste momento além de cuidar do próprio jogo. Ela também não escondeu o desejo de recuperar a liderança futuramente.

A comissão técnica também destacou a maturidade da bicampeã ao longo dos últimos anos. De acordo com a equipe de Sabalenka, ela passou a lidar melhor com a pressão e a separar o que acontece dentro de quadra da vida fora do tênis.

Sabalenka disputa sua nona final de Grand Slam e a quarta consecutiva no US Open. Campeã nas duas últimas temporadas e vice em 2023, ela tenta se tornar a primeira tricampeã seguida do torneio desde a lenda norte-americana Serena Williams, entre 2012 e 2014.