Montréal (Canadá) – Depois de superar João Fonseca em sets diretos no Masters 1000 de Montréal, Ben Shelton destacou o dia inspirado na devolução como um dos fatores importantes para garantir vaga nas quartas de final. O norte-americano marcou 6/3 e 7/6 (7-3) diante do brasileiro e segue sem perder set no torneio.

O canhoto precisou reagir depois de perder o serviço no início das duas parciais e valorizou a capacidade de se recuperar rapidamente. “É sempre algo que dá confiança quando você está uma quebra abaixo e consegue recuperá-la. Tive dois games muito ruins no começo de cada set, que me deixaram para trás, mas estava devolvendo bem e consegui voltar para a partida”, exaltou.

O norte-americano também comentou sobre as dificuldades provocadas pelo forte vento. Para o atual campeão no Canadá, mais importante do que apresentar um tênis tecnicamente limpo foi encontrar soluções diante dos fatores adversos.

Rocket after rocket 🚀

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— Tennis TV (@TennisTV) August 9, 2026

“Acho que lidei muito bem com as condições. Ventou demais. É impossível jogar um tênis bonito e limpo com esse vento. Então é preciso resolver os problemas e encontrar soluções. Alguns erros feios vão acontecer em uma noite como esta. O importante foi continuar avançando para a rede e colocando pressão”, analisou.

Dono de um dos saques mais potentes do circuito, o tenista de 23 anos acredita que a devolução também tem se tornado uma arma cada vez mais importante em seu jogo. Ele reconheceu que ainda busca trabalhar neste aspecto para se tornar um jogador completo.

“É uma parte importante do meu jogo que estou tentando trabalhar e desenvolver. Quero ser alguém que consegue quebrar o saque com frequência. Isso não acontecia no passado, mas tenho sido muito mais consistente ultimamente”, avaliou o número 10 do ranking mundial.

Shelton também ficou satisfeito com sua atuação no tiebreak do segundo set, especialmente pela eficiência nos próprios pontos de saque. Após anotar mini-break logo no primeiro ponto, o norte-americano demonstrou mais confiança.

“Joguei um ótimo tiebreak, muito limpo. Acho que não perdi nenhum ponto no saque, e isso é sempre importante. O ponto de virada foi conseguir pressioná-lo. Para mim, foi a devolução, conseguir entrar nos games de saque dele”, completou.

Na sequência do torneio, Shelton enfrenta o tcheco Jakub Mensik, cabeça de chave 13, que lidera o histórico contra o norte-americano com dois triunfos em três encontros. Mensik derrotou o holandês Botic van de Zandschulp, também em sets diretos, para avançar no Canadá.