Nova York (EUA) – Sem hesitar, Aryna Sabalenka considera que a possibilidade de conquistar o tricampeonato consecutivo do US Open está acima de permanecer como número 1 do mundo. Depois de superar a tcheca Linda Noskova por 7/6, 3/6 e 7/6 (10-7) e alcançar a semifinal pela sexta vez seguida em Nova York, a bielorrussa afirmou que trocaria o posto de número 1 para Elena Rybakina por mais um título.
Com 18 triunfos consecutivos em Flushing Meadows, a tenista de 28 anos foi sincera ao ser questionada sobre o assunto. “Ficaria mais do que feliz. O tricampeonato seria ótimo”, garantiu Sabalenka. Caso Rybakina também avance à penúltima rodada, ela irá superar a rival de qualquer forma.
Atual bicampeã, a bielorrussa está a apenas dois triunfos do terceiro título seguido. A última mulher a conseguir o tricampeonato consecutivo do US Open foi Serena Williams, vencedora das edições de 2012, 2013 e 2014.
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A situação no ranking, por outro lado, já não está sob o controle de Sabalenka. Rybakina assumirá a liderança caso vença a chinesa Qinwen Zheng nas quartas de final, em duelo programado para esta quarta-feira. A atual líder já havia afirmado durante o torneio que evitava fazer contas e acompanhar os diferentes cenários envolvendo a disputa pelo topo.
Agora, com a possibilidade concreta de perder a liderança, Sabalenka mantém a mesma postura. O ranking fica em segundo plano diante da oportunidade de conquistar novamente o US Open e alcançar um feito que não acontece no feminino há 12 anos.
Lições da Austrália e mental forte
Sabalenka já viveu situação semelhante em Melbourne, quando também buscava o terceiro título consecutivo em 2025, mas acabou derrotada na decisão. Ela afirma ter aprendido com aquela experiência e tenta evitar que a possibilidade de repetir o feito em Nova York aumente a pressão.
“Estou muito feliz por ter me colocado em uma posição na qual tenho a chance de buscar o tri, embora ainda esteja longe disso. O que aprendi na Austrália é que é muito importante desligar todo o barulho. Não há problema em ter isso no fundo da cabeça, desde que você esteja focada em si mesma e pronta para lutar”, ponderou.
A cabeça de chave 1 precisou colocar essa postura em prática contra Noskova. Depois de perder o segundo set, Sabalenka ficou uma quebra atrás e viu a tcheca abrir 4/2 na parcial decisiva. Ela reagiu e levou a definição para o match-tiebreak.
“Em determinado momento do terceiro set, senti que ela estava sacando melhor do que eu e colocando muita pressão. Fico feliz por ter conseguido afastar esse pensamento e me concentrar ponto a ponto. Acho que joguei com um nível de intensidade muito alto e isso me deu muita confiança de que ainda poderia vencer”, avaliou.
Confiança renovada e físico em dia
Além da classificação, Sabalenka valorizou o preparo para encarar uma disputa bastante equilibrada. Ela falou sobre o risco de ser eliminada e lembrou de algumas derrotas apertadas em três sets durante a temporada.
“Saber que fisicamente meu corpo consegue lidar novamente com essas partidas me deixa muito feliz. Jogos apertados assim dão muita confiança de que você está de volta e pronta para fazer tudo o que for necessário para vencer. Essa partida definitivamente me dá um impulso de energia e motivação”, destacou.
HOLDING ON TO THE THRONE 👑
Aryna Sabalenka remains on course for a US Open three-peat, rallying from 2-4 down in the decider to defeat Noskova 7-6, 3-6, 7-6! pic.twitter.com/ifsSFaLQJU
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A bielorrussa fechou o duelo com um ace de segundo serviço e reconheceu ter arriscado. “Acho que ela esperava um ‘kick’ no backhand e tive sorte de ela não ter lido meu saque. Foi uma batalha de verdade. Estou muito feliz por ter continuado agressiva durante toda a partida e confiado nos meus golpes”, celebrou a tenista de Minsk.
Nas semifinais, Sabalenka enfrentará uma norte-americana. A adversária sairá do duelo entre Jessica Pegula e Emma Navarro. “Esse é o meu carma”, brincou a bielorrussa, que disputou suas duas últimas semifinais em Nova York justamente contra as duas possíveis rivais, e ainda foi campeã sobre Pegula há dois anos.
