Nova York (EUA) – Elena Rybakina afastou as preocupações sobre a lesão no tornozelo esquerdo sofrida recentemente durante a disputa do WTA 1000 de Cincinnati e celebrou a boa estreia no US Open. Nesta terça-feira, a cazaque venceu com tranquilidade a jovem norte-americana Thea Frodin por 6/3 e 6/2 e disse estar se sentindo bem fisicamente.

Cabeça de chave 2 em Flushing Meadows, Rybakina aguarda por quem passar entre a tcheca Darja Vidmanova, 75ª do ranking, e a espanhola Jessica Bouzas, número 105 da WTA.

Além do título inédito, ela busca assumir a ponta do ranking pela primeira vez. Rybakina garante o número 1 se chegar ao menos às semifinais. Caso caia antes, ainda poderá assumir a liderança, desde que a atual número 1, a bielorrussa Aryna Sabalenka, e as norte-americanas Gauff e Pegula não sejam campeãs.

8 Grand Slam hardcourt wins in a row for Elena Rybakina ✅

She makes the perfect start at Flushing Meadows.#USOpen pic.twitter.com/kSxdE2BWmg

— wta (@WTA) September 1, 2026

“Agora estou bem. Claro que vamos ver dia após dia como vou acordar amanhã, já que foi a primeira partida e tive bastante movimentação”, afirmou a número 2 do mundo.

Rybakina explicou que sentiu o problema durante o saque e imediatamente chamou a fisioterapeuta no confronto contra Iga Swiatek pelas quartas de final em Ohio. Ela abandonou com a polonesa liderando o primeiro set por 4/1.

“A fisioterapeuta me disse que o tendão de Aquiles não estava rompido, então isso foi algo positivo. Mas eu ainda estava com dor e disse: ‘Deixe-me tentar’. Sabe como é naquele primeiro momento”, disse.

A cazaque ainda tentou permanecer em quadra, mas percebeu rapidamente que não teria condições de seguir. “Quando fui sacar, percebi que não conseguia fazer força com a perna. Então era impossível continuar. A partir daí, começamos minha recuperação. Não sabíamos se eu conseguiria jogar aqui ou não”, revelou.

“Fomos levando dia após dia. Fiquei uma semana inteira sem jogar, então foram sete dias sem tênis e praticamente não pude fazer muita coisa na academia em termos de movimentação. Por isso, é um grande resultado depois de dez dias de uma lesão desse tipo”, avaliou a tenista de 27 anos, esclarecendo que o problema está na região em que o tendão se liga ao osso.

Rybakina minimiza temporada irregular e elogia rival

Campeã do Aberto da Austrália no início da temporada, Rybakina também falou sobre a queda de rendimento nos meses seguintes. Ela admitiu que já esperava oscilar depois do ótimo fim de 2025 e do começo forte deste ano, embora o período tenha durado mais do que gostaria.

“Não foram os resultados que eu queria no saibro e na grama. Continuamos jogando e fazendo ajustes, então estou feliz com a forma como estou indo nesses torneios de quadra dura, tirando a lesão, claro”, ponderou.

A segunda pré-classificada também elogiou Frodin, convidada da organização e 585ª do mundo, que conhecia pouco antes do duelo. “Acho que ela tem ótimos golpes, especialmente no saque. Tem um jogo potente e é apenas uma questão de ganhar experiência, ser mais constante e disputar mais partidas. Ela tem jogo e pode ser bastante perigosa com esses golpes”, pontuou.

A cazaque ainda contou que sua equipe descobriu durante a preparação para a partida que a jovem adversária de 17 anos trabalhou como dublê de Serena Williams no filme King Richard, vencedor de duas estatuetas do Oscar. A obra retrata a história de Richard Williams e suas filhas, Venus e Serena. “Não vi o filme, mas acho que é uma experiência muito legal”, comentou Rybakina.