Nova York (EUA) – Andy Roddick falou sobre os altos custos para manter uma equipe no circuito profissional. Em episódio do podcast Served, publicado nesta quinta-feira, o norte-americano detalhou despesas com treinadores, preparadores físicos, viagens e hospedagem, que pesam especialmente no orçamento dos tenistas de ranking mais baixo.
“Se você é o número 80 do mundo, não está empregando todas essas pessoas, especialmente sozinho”, afirmou o ex-número 1 do mundo. Para diminuir os gastos, muitos jogadores acabam compartilhando profissionais e acomodações. “Talvez divida um treinador. Talvez compartilhe um quarto”, disse.
Roddick também lembrou que não trabalhava com uma equipe numerosa. “Minha equipe não era grande para os padrões do circuito”, contou o ex-profissional, que tinha treinador, preparador físico e empresário. Campeão do US Open de 2003, ele conquistou 32 títulos de simples antes de encerrar a carreira, em 2012.
As viagens eram uma das despesas mais pesadas. “Você está pagando todas aquelas passagens para a Austrália e todos os quartos de hotel durante aquele mês”, recordou o norte-americano, ao citar os gastos para disputar os torneios no início da temporada.
Roddick também apontou diferenças entre os jogadores na hora de receber orientações durante as partidas. A comunicação com os treinadores é permitida, mas nem todos podem pagar para ter um profissional presente nos torneios. “Alguns jogadores talvez não tenham um treinador o tempo todo, enquanto outros têm”, observou.
Aos 44 anos, o ex-líder do ranking lembrou ainda que os custos saem do bolso do próprio tenista, que depende dos resultados para recuperar o investimento. “Depois, você precisa ganhar o suficiente para cobrir tudo isso”, encerrou Roddick.
