Londres (Inglaterra) – Afastada do circuito por uma fratura por estresse na perna direita, Emma Raducanu encontrou na autobiografia de Andre Agassi inspiração para atravessar um momento delicado da carreira. A britânica contou ter se identificado especialmente com a capacidade de recuperação do norte-americano e com os caminhos encontrados por ele para superar uma fase de dificuldades pessoais.

“Open descreve o que Agassi estava fazendo e como construiu sua carreira com um nível incrível de detalhes. Fiquei especialmente interessada na parte em que ele saiu daquela fase ruim no fim dos anos 90, criou seu próprio programa de treinamento e encontrou o caminho de volta ao topo”, afirmou Raducanu.

A britânica também traçou um paralelo entre a trajetória do dono de oito títulos de Grand Slam e a própria experiência depois de alcançar o sucesso ainda muito jovem. Raducanu tinha apenas 18 anos quando conquistou o US Open de 2021, furando o qualificatório e vencendo dez partidas sem ceder set.

“Andre fala profundamente sobre os sucessos que teve muito jovem e os momentos difíceis que vieram depois, talvez em consequência deles. Muitas partes da história dele fizeram muito sentido para mim”, acrescentou a ex-top 10.

Agassi também conviveu com uma queda acentuada depois de chegar muito cedo ao topo. O norte-americano despencou para fora do top 100 em 1997, chegou a disputar eventos de nível challenger e iniciou uma recuperação que o levaria novamente ao primeiro lugar do ranking e a novas conquistas de Grand Slam.

A atual 98ª do ranking foca em retomar o caminho das vitórias. A tenista de 23 anos não disputa uma partida desde junho, quando perdeu para a croata Donna Vekic nas quartas de final do WTA 500 de Queen’s. A lesão na perna direita a tirou de Wimbledon e de todo o verão norte-americano. Recentemente, Raducanu também anunciou que não jogará o WTA 1000 de Pequim.

A ex-número 10 ainda não confirmou quando voltará às quadras. Enquanto trabalha na recuperação, Raducanu diz ter aprendido a não concentrar toda a atenção nos resultados. “Se você fica obcecado pelos resultados e coloca muita pressão sobre si mesmo, as coisas normalmente não funcionam muito bem”, avaliou.