Nova York (EUA) – Jessica Pegula celebrou a vitória tranquila na estreia do US Open e revelou como pretende brigar pelo título inédito, além de ainda sonhar em deixar Nova York como número 1 do mundo. A norte-americana venceu neste domingo a romena Elena-Gabriela Ruse por 6/3 e 6/2 e disse que almeja o topo do ranking desde quando tinha apenas sete anos.

A cabeça de chave 3 admitiu ter sentido a tensão antes da partida, mas garantiu ter ficado satisfeita. “Achei que joguei uma partida muito limpa. Estava muito nervosa antes de entrar em quadra, mas meus treinadores disseram que não parecia. É sempre reconfortante saber que consegui passar de maneira relativamente tranquila, mas ela é uma boa jogadora. Acho que foi um pouco mais difícil do que o placar mostrou”, celebrou.

A atual número 3 do mundo sabe que ainda precisa lutar bastante para alcançar a liderança. “Está muito longe. Teria que conseguir muitas outras coisas importantes para chegar lá. Mas fico feliz que seja uma possibilidade e por ter me colocado nessa posição, especialmente com a profundidade que temos no tênis feminino”, avaliou.

Assim como havia comentado antes do início da competição, Pegula destacou o equilíbrio do circuito da WTA. “Preciso ganhar este torneio para ser número 1, mas isso mostra o nível do tênis feminino neste momento e como muitas das melhores jogadoras estão jogando bem. É definitivamente uma motivação extra e seria incrível, mas ainda está muito, muito, muito, muito longe”, ponderou.

Pegula projeta metas ousadas

Ao ser questionada se preferia conquistar seu primeiro Grand Slam ou chegar à liderança, Pegula brincou com a possibilidade de conseguir ambos. “Acho que, se ganhar o título, chegarei nessa posição. Então vou ficar com isso. Gostaria de ganhar um Slam e acho que o número 1 ficaria mais acessível se conseguir fazer isso”, examinou a experiente tenista de 32 anos.

A norte-americana explicou que o sonho de infância sempre teve um peso especial. “Quando era mais nova, nunca dizia que queria ganhar Wimbledon ou o US Open. Na verdade, queria ser a número 1 do mundo. Quando tinha sete anos, pensava: ‘Isso é a coisa mais legal, você é a melhor do mundo em alguma coisa’”, confidenciou.

“Não existem muitos esportes em que você possa realmente dizer isso. Eu queria que me dissessem que era a melhor do mundo em alguma coisa, mais do que ganhar um Grand Slam. Então acho que tenho uma lembrança da infância ligada especificamente a isso”, prosseguiu.

Importância do descanso rumo aos feitos inéditos

Pegula ainda analisou o fato de ter sido a primeira favorita de seu país a entrar em ação em Flushing Meadows. Com a vitória sem sustos, ela sabe bem como é importante economizar energias nas rodadas iniciais.

“É um pouco estranho, mas gostei de poder respirar pelos próximos dois dias enquanto todo mundo ainda está preocupado se vai ganhar na primeira rodada. Tive uma ótima semana de treinos e, sinceramente, às vezes ficar mais dois dias treinando e pensando em um milhão de coisas até a partida pode ser muito difícil”, concluiu.

Na segunda rodada, a norte-americana encara a vencedora do encontro envolvendo suas compatriotas Sofia Kenin e Venus Williams, ambas convidadas pela organização e que não atravessam grande momento.