Nova York (EUA) – Jessica Pegula saiu em defesa do legado de Stan Wawrinka, que encerrou a carreira aos 41 anos, com derrota na estreia do ATP 500 da Basileia. Para a norte-americana, o suíço não recebe o devido reconhecimento pelos três títulos de Grand Slam conquistados em uma época dominada por Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic.

“Acho que ele foi muito subestimado. Extremamente subestimado. Ganhou seus Grand Slams derrotando integrantes do Big 3. Na minha opinião, não recebe o devido reconhecimento”, afirmou Pegula no podcast The Player’s Box, do qual participa ao lado de Madison Keys, Jennifer Brady e Desirae Krawczyk.

Wawrinka conquistou o Aberto da Austrália em 2014, superando Nadal na final, e voltou a ser campeão de Grand Slam em Roland Garros, em 2015, e no US Open, em 2016, derrotando Djokovic nas duas decisões.

“Ele ganhou três Grand Slams quando havia três dos maiores jogadores de todos os tempos. Três títulos são uma loucura! É impressionante, mas aí as pessoas pensam: sim, mas são 27?”, comentou Keys, referindo-se à comparação com os números alcançados pelos principais rivais do suíço.

Pegula concordou com a compatriota. “É como se suas conquistas tivessem sido ofuscadas porque ele não era um deles. Naquela época, foi algo enorme, mas depois os outros três ganharam mais 15 títulos e ninguém fala dele”, avaliou a número 5 da WTA. Jennifer Brady lembrou outro fator que, em sua opinião, contribuiu para a menor repercussão dos resultados de Wawrinka. “Ele também era suíço e tinha Roger Federer”, observou.

Backhand também recebe elogios

Pegula aproveitou para relembrar a qualidade do backhand de uma mão de Wawrinka, um dos golpes mais conhecidos do suíço. “Ele ainda joga bem. Mas era muito bom! Seu backhand é absurdo. E continuou lutando neste ano”, destacou a tenista de 32 anos.

Keys chamou a atenção para o peso da raquete utilizada pelo suíço. “Vocês já viram aquela raquete? É muito pesada!”, observou. Pegula sugeriu que a característica poderia ajudar a explicar a potência dos golpes de Wawrinka, lembrando também seu porte físico.

Wawrinka seguiu disputando torneios do circuito principal e challengers em sua última temporada. Na despedida na Basileia, recebeu homenagens de antigos companheiros e adversários, entre eles Federer, com quem conquistou o ouro olímpico de duplas em Pequim, em 2008. Ele caiu diante dos fãs para o tcheco Jiri Lehecka, mas ainda pretende disputar uma exibição em dezembro.