Cincinnati (EUA) – Os principais jogadores do circuito ainda aguardam uma definição do US Open antes de decidir se adotarão novas formas de protesto pela distribuição das receitas nos Grand Slam. Número 3 do mundo, a norte-americana Jessica Pegula destacou que a premiação da edição deste ano ainda não foi anunciada.

“Estamos a caminho do US Open e ainda esperamos o anúncio da premiação, então realmente não tomamos nenhuma decisão importante”, afirmou Pegula durante o Masters 1000 de Cincinnati.

A experiente tenista de 32 anos também revelou que houve avanço nas conversas entre os jogadores e os responsáveis pelos quatro torneios mais importantes do calendário.

“Eles definitivamente vieram à mesa dispostos a mudar algumas das coisas que vêm acontecendo. Não sei quanto ou até onde estão dispostos a ir”, confirmou Pegula.

Nos últimos três anos, a USTA, responsável pelo US Open, havia anunciado os valores da premiação no início de agosto. No ano passado, foram distribuídos US$ 85 milhões, além de outros US$ 5 milhões destinados a despesas dos jogadores.

Os atletas vêm cobrando uma participação maior nas receitas dos quatro Grand Slam e defendem que essa fatia chegue a 22% até 2030. Atualmente, o percentual destinado aos jogadores engloba cerca de 15% do faturamento total.

A mobilização já provocou protestos em Roland Garros e Wimbledon, com os jogadores limitando suas obrigações com a imprensa. No saibro francês, as coletivas foram reduzidas a 15 minutos. A medida também foi adotada nas entrevistas prévias a Wimbledon, mas acabou suspensa antes do início da competição.

Enquanto aguarda uma definição sobre o US Open, Pegula segue na disputa em Cincinnati. A norte-americana está nas oitavas de final e enfrenta a romena Sorana Cirstea por uma vaga nas quartas. Pegula lidera o confronto direto por 2 a 1.