Cincinnati (EUA) – A classificação de Jessica Pegula para as quartas de final do WTA 1000 de Cincinnati veio com uma vitória nos detalhes contra Amanda Anisimova, em jogo definido apenas no tiebreak do terceiro set. A situação ficou ainda mais difícil para a número 3 do mundo por conta de um aparente desconforto no adutor, que exigiu atendimento fora da quadra durante o segundo set.

“Então eu precisava tentar sobreviver”, disse Pegula, após a vitória por 6/4, 2/6 e 7/6 (7-4) em 2h15 de partida nesta quinta-feira. “No segundo set, ela jogou um tênis incrível e não tive muito o que fazer, mas acho que eu consegui voltar para o jogo ainda no fim daquele set e aproveitei o embalo no começo do terceiro. Ainda não foi o suficiente, mas consegui vencer”.

Apesar do amplo domínio no histórico de confrontos, agora liderando por 6 a 0, a experiente jogadora de 32 anos destacou que muitas dessas partidas foram equilibradas. Quatro delas foram ao terceiro set. “Amanda é uma jogadora incrível e com muita potência nos golpes. Sei que tenho um ótimo histórico contra ela, mas praticamente todas as partidas foram difíceis como a de hoje”.

“Eu precisava não deixar que a bola dela me dominasse, o que é difícil porque ela é uma das jogadoras que batem mais forte no circuito. Mas acho que essa é uma das minhas habilidades, não deixar que ela me pressionasse tanto em quadra. Tive que absorver o ritmo do jogo dela”, avaliou a finalista de 2024 e que busca um título inédito.

“Tentei ser mais agressiva e ficar mais perto da linha de base no terceiro set e acho que consegui jogar melhor”, completou a norte-americana. Anisimova liderou a contagem de winners por 36 a 15, mas cometeu o dobro de erros não-forçados, 56 contra 28.

A adversária de Pegula na semifinal virá do confronto entre Elena Rybakina, número 2 do mundo, e Iga Swiatek, quinta colocada e atual campeã do torneio. A norte-americana tem três vitórias e seis derrotas contra a cazaque. Já diante da polonesa, venceu cinco jogos e perdeu sete.

“Ainda não consegui ganhar delas neste ano, mas é sempre uma tarefa difícil vencer as jogadoras desse nível. O ranking não me importa tanto, estamos separadas por uma pequena diferença e todas são muito fortes. Sei que elas farão um grande jogo, vou assistir e tentar me recuperar da melhor maneira possível”.