Wuhan (China) – O comportamento dentro das quadras e a relação com a torcida entraram na conversa com Jelena Ostapenko nesta sexta-feira, após a vitória sobre a russa Diana Shnaider pelas quartas de final do WTA 1000 de Wuhan. Classificada para as semifinais, a letã admitiu que às vezes exagera nas emoções durante as partidas.

“Sei que às vezes posso ser um pouco emotiva em quadra, mas acho que preciso dessa conexão com os torcedores. Gosto muito disso e espero que eles também gostem”, afirmou Ostapenko, conhecida pelo forte temperamento.

Ex-número 5 do mundo e campeã de Roland Garros em 2017, a tenista elogiou a recepção dos chineses. “A atmosfera nesta quadra é incrível. Sou muito grata pelo apoio e espero que continuem torcendo por mim na próxima partida”, acrescentou.

https://t.co/JDFbrYf57j

— wta (@WTA) October 16, 2026

A letã também brincou com sua dificuldade para falar mandarim. “Meu chinês é muito ruim. Só sei dizer obrigada, mas prometo melhorar para o próximo jogo. Desculpem, também estou um pouco sem voz”, disse, arrancando risadas dos espectadores.

Ao comentar o confronto com Shnaider, cabeça de chave 11, a letã destacou a luta nos momentos mais difíceis. “Ela estava jogando muito bem. Eu apenas lutei, como fiz nas outras partidas, e tentei continuar no jogo”, explicou após anotar as parciais de 7/6 (8-6) e 6/1, em 1h47 de confronto.

Ostapenko não chegava às semifinais de Wuhan desde 2017, quando perdeu para a australiana Ashleigh Barty, ex-líder da WTA. Agora, a tenista de 29 anos enfrentará a britânica Sonay Kartal, atual 170ª do mundo e já foi a número 44.

The final four CONFIRMED ✅

@MercedesBenz https://t.co/nr8OM5jQzE

— wta (@WTA) October 16, 2026

As duas já se enfrentaram duas vezes, ambas na grama, com uma vitória para cada. Ostapenko levou a melhor em Eastbourne, enquanto Kartal venceu em Wimbledon, também no ano passado. A britânica deixou pelo caminho a ucraniana Elina Svitolina, quinta pré-classificada, em três sets.