Toronto (Canadá) – Apesar do desafio de enfrentar uma tenista da casa nas oitavas de final do WTA 1000 de Toronto, a japonesa Naomi Osaka soube bem lidar com a situação e derrotou a canadense Leylah Fernandez para voltar às quartas no torneio, onde foi vice-campeã no ano passado.
“Acho que meu saque me ajudou bastante hoje. Além disso, tentei ser consistente quando possível e não exagerar nas jogadas. Diria que o saque me deu vantagem quando entrou. E ela é uma ótima adversária, diria que é bastante agressiva no posicionamento”, analisou Osaka após o jogo.
A japonesa inclusive destacou o estilo de jogo dela de Fernandez e garantiu que por isso que ela tem conseguido bons resultados. “É a sua atitude. Na primeira vez que nos enfrentamos, em Nova York, lembro que não sabia nada sobre ela. Fiquei muito nervosa, porque defendia o título e também porque ela entrou no jogo muito rápido”, relembrou.
“Desta vez ela era obviamente a favorita. E para mim, eu só senti que precisava ser a veterana que sou, tentar acertar as bolas e fazer o jogo correr no meu ritmo”, analisou a japonesa, jogando o favoritismo para a tenista da casa por contar com a torcida a seu favor.
Osaka inclusive elogiou o comportamento da torcida e salientou que sua experiência ajuda bastante neste tipo de situação. “É divertido jogar contra uma torcida que está contra você. Porque você fica tipo, ‘Vou mostrar do que sou capaz’. É esse tipo de mentalidade”, falou a japonesa.
Rybakina é a próxima rival
Na próxima rodada, Osaka enfrentará a cazaque Elene Rybakina pela primeira vez na carreira. “Ela é uma jogadora incrível. Treinei com ela duas vezes, na Austrália este ano e também em Roland Garros. E foram treinos muito bons, então estou bastante animada para uma partida”, afirmou a número 13 do mundo.
“Ela tem um saque ótimo, é agressiva e, para mim, também é muito divertido jogar contra as melhores jogadoras”, acrescentou a tenista de 28 anos, que pela primeira vez desde o US Open do ano passado conseguiu vencer três jogos seguidos em quadras duras.
O bom desempenho em Toronto é, para ela, fruto de ter jogado antes em Washington, o que ajudou na adaptação. “Estou feliz por ter ido lá, porque não tenho certeza se, vindo direto da grama, se este fosse meu primeiro torneio, eu teria me saído tão bem”.
