Nova York (EUA) – Após a derrota nas oitavas de final do US Open, Naomi Osaka falou sobre a lesão no tendão de Aquiles, que já havia incomodado na partida anterior, contra a belga Elise Mertens, e limitou a movimentação no jogo desta segunda-feira diante de Elena Rybakina. A japonesa entende que as dores atrapalharam, principalmente no saque, mas enalteceu a grande partida da algoz, que está a uma vitória de se tornar a nova número 1 do mundo.
“Eu estava comprometida fisicamente”, reconheceu Osaka após a derrota por 6/1 e 6/4 para Rybakina. “No último jogo, senti bastante a minha perna e, nesta manhã, piorou muito. Senti que joguei o melhor que podia dadas as circunstâncias. A torcida estava muito envolvida, então foi divertido. Obviamente foi uma pena, mas a vida continua.”
A ex-líder do ranking falou sobre o quanto a lesão dificultou o movimento do saque: “Não consigo impulsionar o corpo como gostaria e, quando aterriso, dói um pouco. Tentei encontrar maneiras de minimizar isso. Pensei que, se sacasse um pouco mais devagar, o impacto na aterrissagem seria menor. Funcionou por um tempo, mas ela conseguiu a quebra no segundo set”, explicou.
Osaka ainda passará por novos exames para avaliar o problema. “Fiz um ultrassom ontem e outro agora. Provavelmente vou fazer uma ressonância, porque, sinceramente, ainda não sei muito bem o que está acontecendo.” Ela pretende administrar a quantidade de partidas nas próximas semanas e aproveitar a pausa após a temporada asiática para tratar a lesão.
Mesmo limitada fisicamente, ela destacou a qualidade de Rybakina, especialmente pela potência dos golpes. “É estranho tentar classificar as pessoas pela potência. Ela bate muito rápido, enquanto a Sabalenka bate de uma maneira mais pesada. As duas são muito potentes, mas de formas diferentes. Obviamente, ambas são muito boas”, avaliou a japonesa, que derrotou Sabalenka nas oitavas de Wimbledon.
Com quatro títulos de Grand Slam e dois deles em Nova York, em 2018 e 2020, Osaka também valorizou a evolução desde seu retorno ao circuito após se tornar mãe. Aos 28 anos e atual 13ª do ranking, ela foi semifinalista do US Open no ano passado e alcançou em 2026 suas melhores campanhas em Roland Garros e Wimbledon.
“Eu aceitaria essa temporada no início do ano. Comecei machucada, mas aprendi muito sobre mim e sobre o meu tênis. Cheguei mais longe do que jamais havia chegado em Roland Garros e em Wimbledon. Espero continuar evoluindo e disputar mais partidas contra essas grandes jogadoras, porque sinto que preciso ter mais desses jogos”, afirmou. “Sinto que sou muito mais consistente agora do que quando era mais jovem. Antes, eu podia ir longe em um torneio e depois perder nas primeiras rodadas do seguinte. Estou feliz por conseguir chegar com mais frequência à segunda semana”.
Osaka acrescenta que tem encarado as derrotas de uma maneira diferente. “Hoje, se eu estivesse triste, seria apenas porque não consegui impulsionar o pé e fazer o que tinha planejado. Mas minha filha está saudável, minha família está bem, tive a oportunidade de jogar este Grand Slam e fui tão longe quanto pude. Então, acho que daqui para frente só posso melhorar”.
Com seu último título de Grand Slam no Australian Open de 2021, ela também foi questionada sobre a possibilidade de voltar a conquistar um grande torneio. “Parece muito tempo e pouco tempo, porque nesse intervalo eu tive uma filha. Muita coisa aconteceu. Se eu olhar para a minha carreira e para tudo que consegui fazer, não tenho arrependimentos nem fico triste. Se eu ganhar outro Grand Slam, isso não vai mudar minha vida. É até louco poder dizer isso, porque lembro do primeiro, quando foi uma enorme reviravolta. Acho que, se acontecer novamente, não vai parecer que passou tanto tempo assim”.
