Felipe Priante
Do Rio de Janeiro, Especial para TenisBrasil
A escolha do piso duro e coberto da Farmasi Arena para o duelo contra a Suíça pela Copa Davis pode ter gerado estranheza para alguns, mas o capitão Jaime Oncins defendeu as condições de jogo e mostrou total confiança em sua equipe. “Hoje em dia os nossos jogadores se adaptam bem a todos os tipos de piso”, afirmou.
“Uma das razões pelas quais a gente optou por essa quadra é que eles estão vindo de quadra dura e depois vão seguir em quadra dura”, acrescentou Oncins, quebrando o estigma de sempre escolher jogar no saibro e ao nível do mar. “Antigamente não tinha nem muita conversa sobre isso”, ponderou o capitão.
Ao se aprofundar mais sobre o assunto, ele reforçou que a quadra dura coberta foi a melhor opção no contexto do calendário atual. “Foi um pouco o que eu falei antes. Quando a gente tem um sorteio do confronto a gente analisa vários aspectos. Tem o aspecto do calendário, os nossos jogadores, os jogadores do time adversário e a gente conversa e vê o que é melhor”.
“No piso duro e indoor, acho que todos os nossos jogadores se adaptam muito bem. Se for ver as nossas últimas vitórias fora de casa, todas foram nessa condição: contra a Suécia, contra a Dinamarca e mesmo contra a Grécia, que era descoberto, mas também um piso duro. Então isso também leva a ter mais confiança”, acrescentou Oncins.
“Não necessariamente, quando jogo em casa, tenho que ser saibro ao nível do mar, coisa que a gente podia ser um pouco no passado. Isso traz um leque de opções, que é o que todo mundo quer. Então é isso, ter um leque de opções e saber que o seu time pode ir bem em diferentes tipos de pisos”, finalizou o comandante nacional.
Heide animado por duelo com Stan
Atual número 2 do país e cada vez mais perto do inédito top 100, alcançando o 123º lugar nesta semana, o melhor da carreira, Gustavo Heide está confiante por um bom desempenho. “Acho que eu venho fazendo um bom ano. Com certeza, o melhor ano da minha carreira”, celebrou o paulista, que fará o segundo jogo da série contra Stan Wawrinka.
“O confronto com o Canadá, para mim, foi muito importante, onde eu consegui minha primeira vitória na Copa Davis. Acho que foi um dos momentos mais especiais para mim. E, sem dúvidas, vai ser uma honra jogar contra o Wawrinka, um cara que eu sempre acompanhei e sempre admirei. Dividir a quadra com ele vai ser super legal”, disse o tenista de 24 anos.
Oportunidade rara de jogar em casa
Sétima melhor dupla da temporada, os gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz celebrarama chance de voltar a competir na frente do público brasileiro. “São poucas oportunidades que a gente tem de jogar no Brasil. Tem o Rio Open todo ano e a Copa Davis agora. Fazia bastante tempo que a gente não jogava aqui, então acho que vai ser um fim de semana bem especial para todo mundo”, falou Matos.
“Jogar diante da torcida brasileira em uma arena dessas é sempre bem eletrizante. A torcida faz bastante barulho, apoia muito. E a gente gosta muito de jogar com energia alta, com bastante intensidade. Então acho que vai ser um fim de semana com muito bons jogos e com um ambiente muito legal também”, acrescentou Rafa.
Oncins corrobora as palavras do duplista gaúcho e destaca a chance de jogar diante da torcida. “Fazia alguns anos que a gente não tinha um confronto em casa. Dessa vez a gente tem essa oportunidade, a gente vai ter que desfrutar bastante desse momento, que é muito especial”.
