Tóquio (Japão) – Principal nome do tênis masculino japonês dos últimos anos, Kei Nishikori se despedirá do circuito no fim do ano e nesta semana jogará pela última vez em casa, no ATP 500 de Tóquio, onde recebeu um convite da organização e irá enfrentar na estreia o norte-americano Frances Tiafoe, cabeça de chave 2 no torneio.

“Mesmo no US Open (onde jogou o quali), senti muita paixão e uma grande sensação de felicidade e prazer por poder jogar tênis diante do público. Claro que jogar no Japão será uma sensação diferente. Quero mostrar um bom tênis e encerrar minha carreira sem arrependimentos”, disse Nishikori.

Ao ser questionado sobre sua condição atual, o tenista da casa admitiu que não está em suas melhores condições. “Mas acho que assim que eu entrar em quadra, a adrenalina vai me impulsionar e eu conseguirei superar tudo com pura força de vontade. Não estou preocupado com isso”, afirmou o tenista de 36 anos.

Nishikori, que sofreu com lesões nos últimos cinco anos, chegou a cogitar a aposentadoria há três ou quatro anos. “Naquela época, pensei que a última coisa que eu queria era desistir com arrependimentos, e comecei a sentir que minha mente e minhas pernas estavam ficando cada vez mais pesadas durante os treinos”, lembrou o nipônico.

No entanto, nesta temporada, que começou após o anúncio de sua aposentadoria, ele conseguiu recuperar sua paixão. “Neste US Open, joguei algumas partidas muito boas e dei tudo de mim, então estou feliz por ter conseguido encerrar assim”, afirmou o ex-número 4 do mundo, que atualmente é apenas o 436º no ranking.

Sobre sua despedida do ATP 500 de Tóquio, ele falou sobre seus sentimentos atuais. “Recebi um convite desta vez e posso jogar minha última partida no Japão, então posso lutar com a sensação de que é um bônus. Acho que será uma maneira muito feliz de encerrar minha carreira”.