Nova York (EUA) – Fazendo sua melhor campanha em um Grand Slam desde o Australian Open de 2025, a norte-americana Emma Navarro acredita que o lado mental tem sido sua principal arma neste US Open. Após a vitória sobre a russa Anna Kalinskaya, ela analisou o momento e falou também sobre o que prevê pela frente.

“Estou me sentindo bem mentalmente, resiliente, calma e forte. Acho que isso é uma parte fundamental do jogo e, com certeza, não pode ser ignorado. Quando estou bem mentalmente, acho que coisas boas acontecem para mim”, afirmou a norte-americana de 25 anos e atual 27ª colocada no ranking.

Jogando para um público empolgado na noite de domingo no Estádio Arthur Ashe, ela comentou sobre o clima em quadra. “É sempre um pouco mais estressante jogar na quadra central em um Grand Slam do que em uma quadra externa, mas não tem como ficar melhor do que isso”, afirmou Navarro.

“Domingo à noite, feriado do Dia do Trabalho, jogando na quadra Arthur Ashe, sessão noturna. É muito legal”, complementou a tenista da casa, que derrotou Kalinskaya em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/2.

“Anna consegue se empolgar e engatar uma sequência de winners e eu queria tentar quebrar o ritmo dela o máximo possível. Talvez ela não tenha jogado com a consistência que gostaria. Estou orgulhosa da minha paciência e da minha capacidade de colocar as coisas em jogo”, disse Navarro analisando seu desempenho no jogo.

Nas quartas de final, ela terá um duelo 100% norte-americano com Jessica Pegula. “Devia ter falado um pouco com a torcida hoje à noite, pedindo para eles voltarem e torcerem por mim nessa luta. Com certeza vou precisar deles”, brincou Navarro.

“A Jess é realmente difícil. Já perdi para ela algumas vezes, mas sempre chega a hora de superar o obstáculo e conseguir a vitória, então espero que isso aconteça em alguns dias. Jess bate provavelmente a bola mais reta do circuito, mantém baixa”, acrescentou a norte-americana.

Para ela, além de bater reto e baixo, Pegula também consegue esconder o golpe e fica difícil saber se virá uma bola mais curta ou profunda. “Parece a mesma coisa. Além disso, ela é super consistente da linha de base. Acho que vou ter que igualar isso e tentar tirá-la um pouco do ritmo”, finalizou.