Nova York (EUA) – John McEnroe acredita que o alto custo e a falta de acessibilidade estão entre os principais obstáculos para que o tênis masculino nos Estados Unidos consiga resultados mais expressivos. O ex-número 1 comparou a realidade do país com a europeia e destacou também a concorrência com outros esportes.

“Tenho a impressão de que o tênis é mais acessível em outros países, especialmente na Europa. Em nosso país, para ser franco, a acessibilidade é um grande problema”, afirmou McEnroe em declarações ao Eurosport.

Dono de sete títulos de Grand Slam em simples, quatro deles em Flushing Meadows, o agora comentarista considera que muitos dos melhores atletas do país acabam escolhendo outras modalidades, por serem mais populares.

“Os melhores atletas jogam futebol americano, basquete e, em alguns casos, futebol. Existem problemas de acessibilidade financeira e o tênis é caro”, avaliou.

McEnroe vê uma situação diferente no feminino e citou Serena Williams como exemplo de grande atleta que escolheu o tênis. Ele também mencionou a igualdade na premiação como um fator que proporciona mais oportunidades às mulheres.

O ex-número 1 afirmou que tenta ajudar crianças sem condições financeiras de praticar o esporte. “Tento oferecer mais oportunidades às crianças do meu clube e àquelas que, de outra maneira, não poderiam pagar, mas não é fácil”, reconheceu.

O jejum norte-americano no US Open aumentou no último domingo, com a derrota do jovem canhoto Ben Shelton para o alemão Alexander Zverev, em quatro sets. O último tenista do país a conquistar um Grand Slam no masculino segue sendo Andy Roddick, vencedor em Nova York na edição de 2003.