Toronto (Canadá) – A tranquilidade ao encontrar soluções foi fundamental na virada de Iga Swiatek sobre a ucraniana Marta Kostyuk por 3/6, 6/1 e 6/2, que garantiu vaga nas quartas de final do WTA 1000 de Toronto. Ao analisar a partida, a polonesa disse como identificou rapidamente o que precisava mudar em quadra para reagir diante da adversária cabeça de chave 10.

A ex-número 1 do mundo destacou a postura mais agressiva a partir do segundo set, quando passou a atacar mais, sem esperar pelos erros de Kostyuk. Além do triunfo que assegurou o retorno às quartas no Canadá após três temporadas, Swiatek vingou a derrota sofrida em Roland Garros há cerca de dois meses.

“Eu sabia que poderia jogar melhor e que havia algumas bolas em que deveria ter sido mais corajosa no primeiro set. No segundo, entrei sendo mais agressiva, aproveitando as oportunidades, jogando um pouco mais rápido e pesado e pressionando mais a Marta. Sabia que poderia continuar sólida fazendo isso”, analisou a atual oitava colocada do ranking.

JAZDA! 😤@iga_swiatek fights back to defeat Kostyuk 3-6, 6-1, 6-2 and books her spot into the final eight in Toronto.#NBO26 pic.twitter.com/4H9ab49W6n

— wta (@WTA) August 8, 2026

A atleta de 25 anos reconheceu que também teve problemas com o saque na parcial inicial. Ao mesmo tempo, destacou a qualidade de Kostyuk na devolução, especialmente por conseguir ser bastante eficaz ao atacar o segundo serviço das adversárias.

Swiatek afirmou que não perdeu a tranquilidade porque tinha uma ideia clara sobre os ajustes necessários. “O pior que você pode sentir é estar sem esperança ou não ter ideia do que fazer. Não senti isso hoje. Por isso consegui manter a calma e confiar no plano que tinha na cabeça”, avaliou.

A mudança também exigiu disposição para assumir mais riscos, segundo a polonesa. “Você joga em um determinado ritmo e se sente confortável, mas para vencer uma partida assim precisa sair da zona de conforto algumas vezes. Tem que jogar mais rápido, mesmo sem ter 100% de certeza de que a bola vai entrar. Às vezes, é preciso correr alguns riscos”, garantiu a ex-líder da WTA.

Questionada sobre o que sente quando percebe que a oponente está frustrada, Iga arrancou risadas dos presentes na coletiva. Inicialmente, respondeu que normalmente nem presta atenção, por estar concentrada no próprio jogo, mas depois fez uma pequena concessão.

“Eu não me importo. Normalmente nem vejo porque estou focada em fazer meu trabalho. Mas, se percebo, é um pouco satisfatório, tenho que admitir”, brincou a polonesa, sinalizando para membros da sua equipe.

Semifinalista do torneio canadense em 2023, Swiatek agora vai tentar ao menos repetir sua melhor campanha diante da russa Diana Shnaider. A 15ª pré-classificada eliminou a norte-americana Jessica Pegula por duplo 6/3. No único duelo, a polonesa venceu a atual 17ª do ranking no saibro de Madri, em 2025.