Pequim (China) – Coco Gauff não se surpreende com a alternância de campeãs de Grand Slam no circuito feminino e acredita que Elena Rybakina, nova número 1 do mundo, ainda tem muito a conquistar. De volta ao WTA 1000 de Pequim, onde foi campeã em 2024, a norte-americana elogiou a cazaque, responsável por sua eliminação nas semifinais do US Open, e analisou o atual cenário do circuito.

“O tênis feminino tem sido um pouco imprevisível nos últimos anos. Não quero dizer surpreendente, mas para os torcedores pode parecer assim. No masculino, há muito mais regularidade. Mas, para nós, jogadoras, não é uma surpresa. Treinamos e competimos umas contra as outras”, afirmou Gauff.

A norte-americana destacou a evolução de Rybakina, campeã do Australian Open e do US Open nesta temporada. “Sempre foi uma jogadora de alto nível. Acho que teve alguns problemas com lesões e talvez com a regularidade. Agora, parece que tudo se encaixou. Por isso, não me surpreende que tenha conquistado dois Grand Slam neste ano”, avaliou.

Gauff acredita que a líder da WTA tem condições de ampliar a coleção de títulos, já que está com 27 anos. “Acho que Elena continuará vencendo por muito tempo, pelas armas que possui. Quando você chega a certa idade, as coisas começam a se encaixar. Passa a jogar melhor e com mais regularidade. É o que está acontecendo com ela agora. Está em seu melhor momento”, garantiu.

As duas podem voltar a se enfrentar nas semifinais em Pequim, algo que Gauff comentou com bom humor. “Espero não perder para ela em mais semifinais, porque já foram duas seguidas. Mas talvez, na próxima vez, o resultado seja a meu favor”, brincou.

Sem a pressão dos Grand Slam pela frente, Gauff pretende aproveitar os últimos torneios da temporada para trabalhar aspectos de seu jogo já pensando em 2027.

A número 4 do ranking quer ser mais agressiva nas trocas de bola e continuar aprimorando o saque. “Quando meu primeiro saque entra, ganho muitos pontos. Por isso, estou tentando melhorar neste aspecto”, explicou.

“Agora que os Grand Slam terminaram, sinto que boa parte da pressão desapareceu. Tento encarar esses torneios quase como um mês de preparação para o próximo ano. Talvez seja por isso que jogo bem nesta parte da temporada, porque estou um pouco mais relaxada. Aqui na China também recebo muito apoio dos torcedores”, exaltou.

A atleta de 22 anos estreia diretamente na segunda rodada em Pequim, contra a vencedora do confronto entre a tailandesa Lanlana Tararudee e a colombiana Camila Osorio. Gauff tenta conquistar seu segundo título no torneio, depois de ter parado nas semifinais da edição passada, quando foi derrotada pela compatriota Amanda Anisimova.