Washington (EUA) – Após estrear com boa vitória no ATP 500 de Washington, Taylor Fritz não poupou críticas às bolas utilizadas no evento. O norte-americano passou em sets diretos pelo belga Zizou Bergs, mas demonstrou insatisfação com o material usado no torneio.
Cabeça de chave 3 do torneio, o norte-americano celebrou a 250ª vitória da carreira em quadras sintéticas e agora vai encarar o compatriota Tommy Paul ou o polonês Kamil Majchrzak. Porém, embora tenha avançado, o californiano resolveu cobrar mudanças da ATP.
“Acho que esta é sempre a bola mais difícil de controlar em todo o circuito. É algo que praticamente todos os jogadores comentam. Nesta época do ano acontecem muitos erros não forçados justamente por causa disso”, afirmou o atual número 10 do ranking mundial.
2️⃣5️⃣0️⃣ (and counting) @Taylor_Fritz97 sails past Bergs 6-3 6-4 for a milestone 250th hard court win at #MubadalaDCOpen pic.twitter.com/RPqwFPd6Fz
— Tennis TV (@TennisTV) July 27, 2026
Segundo Fritz, o problema não está na velocidade da quadra, mas na resposta da bola após o contato com a raquete. “Elas são mais duras e simplesmente escapam da corda, principalmente quando você tenta colocar efeito. Normalmente, quando erro uma bola, sei exatamente o motivo. Com essas, às vezes não faço ideia”, reclamou.
O norte-americano contou ainda que conversou com outros jogadores durante o torneio e ouviu opiniões semelhantes. “Todos dizem a mesma coisa. É preciso encontrar o toque certo para conseguir controlá-las. Leva um tempo para se adaptar e ganhar confiança”, avaliou o atleta de 28 anos.
Fritz se junta a outros jogadores que criticam a constante troca de fabricantes e modelos entre os torneios. Para muitos tenistas, a falta de padronização não apenas prejudica a adaptação, mas também é apontada como uma das principais causas do aumento de lesões.
“Eles estão tentando padronizar mais as bolas. Sei que estão fazendo alguns testes e espero que isso ajude. Acho que seria melhor para todos se houvesse mais consistência durante a temporada”, ponderou o ex-top 4.
O circuito já iniciou alguns testes em eventos challenger, avaliando mudanças relacionadas ao uso das bolas e à frequência das trocas durante as partidas, em resposta às reivindicações dos atletas. A expectativa é de que, caso os testes sejam bem-sucedidos, o modelo passe a valer para o calendário da ATP.
