Nova York (EUA) – O italiano Matteo Berrettini venceu um dos jogos mais aguardados na primeira rodada do US Open, superando o suíço Stan Wawrinka na segunda-feira. O duelo foi um repeteco do que aconteceu meses atrás, quando os dois também se cruzaram na estreia em Wimbledon.

“Foi uma grande batalha. Digamos que a partida começou como terminou a de Wimbledon. Comecei bem, depois fiquei um pouco travado, mas o lado positivo é que nos momentos importantes consegui fazer as escolhas certas e mostrar a energia necessária”, comentou o italiano.

“O fato de ter conseguido vencer dois tiebreaks depois de dois sets difíceis, me ajudou a sair na frente imediatamente no terceiro. A partir daí, me senti melhor”, acrescentou Berrettini, que marcou parciais de 7/6 (7-4), 7/6 (7-3) e 6/0 em 2h54 para alcançar a segunda rodada.

Berrettini acredita que jogou bem com o slice de backhand e conseguiu variar bastante. “Não é fácil jogar com topspin contra o topspin do Stan, porque a bola dele é pesada e dá a impressão de que quanto mais ritmo você dá a ele, mais ele consegue pressionar”, analisou.

“Achei que o slice poderia ser uma arma importante e, de fato, funcionou bem. Obviamente, quando encontro solidez no backhand e consigo girar bem no forehand, as coisas começam a fluir positivamente para mim”, complementou o italiano.

Navone pela frente

Na segunda rodada do US Open, ele poderia encarar Novak Djokovic, mas terá pela frente o surpreendente Mariano Navone. “Vi muito pouco da partida deles. Vi que Navone não cometeu erros, correu como sempre e jogou bem”, comentou Berrettini.

“Djokovic teve dificuldades para superá-lo e ganhar o ponto do fundo da quadra. Também vi as imagens de quando Novak se sentiu mal, acho impressionante o que ele está fazendo, apesar de tudo o que já conquistou e da idade: muito jovem para a vida, um pouco menos para o tênis”, acrescentou.

O italiano espera que Novak consiga se recuperar. “Pelo que entendi, é um problema que o incomoda há algum tempo. Quanto a Navone, será uma partida muito difícil: nos conhecemos bem, eu perdi da última vez, ele está jogando bem e elevou seu nível, inclusive em quadras duras”.

Lance polêmico com Stan

No início do terceiro set, houve uma bola contestada por Berrettini, que pediu um toque duplo. Houve então uma troca de palavras engraçada com Wawrinka, em sua última partida de Grand Slam. “Ele brincou e disse: ‘Sou velho, sou lento, tenho a mão lenta… foi só um movimento’”, explicou o italiano.

“Stan e eu somos amigos, temos um ótimo relacionamento e tenho certeza de que ele teria aceitado qualquer decisão. Estou um pouco surpreso com a mudança na regra. O árbitro me explicou que agora, quando revisam o lance, não usam mais câmera lenta porque querem que fique claro em velocidade normal”, disse Matteo.

“Mas, na minha opinião, esse é exatamente o objetivo do VAR: ver o que aconteceu em câmera lenta. Olhei a imagem novamente e foi um toque duplo incrível. Mas todos nós cometemos erros; só estou surpreso com a mudança na regra”, finalizou.