Xangai (China) – Nos últimos dias em Xangai, o suíço Roger Federer mencionou a possibilidade de se tornar treinador um dia. Embora esteja afastado do circuito desde sua aposentadoria, o ex-número 1 do mundo não se mostrou totalmente contrário à ideia.
“Treinar por enquanto, não. Simplesmente porque estou muito ocupado e meus filhos precisam de toda a minha atenção, mas nunca diga nunca”, afirmou Federer em uma conferência em Xangai, conforme relatado pelo Tennis365.
O suíço não se esqueceu das exigências extenuantes do circuito, que requerem viagens constantes. Ele não sente falta e justamente por isso que não consegue se imaginar treinando um jogador agora.
“Se você voltar ao circuito e quiser ter um impacto em um jogador, acho que provavelmente terá que se comprometer por pelo menos 20 ou 25 semanas”, disse o homem com 20 títulos de Grand Slam, que já cogita se tornar capitão da Laver Cup.
Apesar do momento não indicar que Federer vá trabalhar como treinador no circuito, ele não se opõe radicalmente à ideia no futuro e tem um exemplo em mente que explica por que não fecha a porta: Stefan Edberg (seu ídolo de infância e que o treinou de 2014 a 2015).
“Edberg nunca pensou que se tornaria um treinador e, de repente, se viu imerso no meu mundo por dois anos. Tivemos momentos fantásticos”, relembrou o suíço.
