São Paulo (SP) – Terceira melhor brasileira no ranking da WTA, ocupando atualmente a 327ª colocação, Gabriela Cé vive uma temporada de resultados positivos, com dois títulos profissionais de nível W35 na Itália. O país, aliás, foi escolhido pela gaúcha de 33 anos para fixar sua residência e base de treinamentos e ela considera a decisão um acerto pensando na estrutura de treinamento e nas viagens do circuito.
“Foi um divisor de águas na minha carreira, onde eu estava já um pouco querendo ficar mais na Europa”, disse Gabriela Cé a TenisBrasil, durante o SP Open na última semana. Convidada para a chave principal do WTA 250 na capital paulista, ela foi superada em três sets na estreia pela alemã Eva Lys, que era a cabeça 5 do torneio.
Na temporada, Cé venceu 28 jogos e perdeu 20, considerando todos os níveis de competição do circuito pefiffionl e venceu os torneios em San Gregorio e Trieste no saibro italiano. “Acredito que isso faça parte dessa nova história que estou escrevendo com as pessoas que estão comigo lá”, afirmou.
A canhota gaúcha deu detalhes sobre os fatores que motivaram sua decisão de treinar fora do Brasil: “E casou com o fato de eu ter jogado o interclubes lá, sempre tive cidadania também”, relatou. “Queria ter uma experiência diferente e no final das contas optei por ficar lá, porque grande parte da temporada acontece na Europa e eu consigo encontrar uma estrutura onde posso conciliar os treinos e viagens com uma logística muito mais acessível. E acho que isso vem me ajudando bastante”.
Mesmo com uma longa carreira no circuito e tendo como melhor ranking o 221º lugar, alcançado em 2019, Cé ainda busca objetivos maiores: “Minha motivação é seguir melhorando no dia a dia. Ao longo da carreira, tem algumas coisas que eu poderia ter feito melhor aqui ou ali, mas acho que sempre dei tudo e isso é o que fica para mim”.
“Quero continuar evoluindo porque acho que ainda não cheguei ao meu potencial máximo. É isso que me faz acordar todos os dias e trabalhar duro. E na verdade, vai ter mais coisa boa por vir. É seguir na continuidade do trabalho que vem sendo feito”, acrescentou a tenista.
Falando sobre a experiência no SP Open, destacou o torneio como “uma semana muito especial para o tênis feminino brasileiro”. Também jogando em casa, citou a vitória contra a francesa Pauline Parmentier, então 95ª do mundo, no Rio Open de 2015 como a mais improtante da carreira: “Foi uma vitória na chave principal contra top 100, na quadra central e no horário noturno. Então, foi inesquecível. Um momento lindo. Eu colocaria essa”, complementou a gaúcha.
