Rio de Janeiro (RJ) – Capitão da equipe suíça da Copa Davis, que enfrenta o Brasil neste final de semana no Rio de Janeiro, Severin Luthi enaltece o momento de João Fonseca, destacando o carioca de 20 anos como o grande nome do confronto. No entanto, contará com a experiência e motivação de Stan Wawrinka, que disputa a competição pela última vez aos 40 anos, numa temporada de despedida do circuito profissional.

Brasil e Suíça se enfrentam pelo Grupo Mundial 1 da Copa Davis. Os jogos acontecem nas próximas sexta e sábado, em quadra dura e coberta na Farmasi Arena. Quem vencer o confronto disputará o Qualificatório Mundial de 2027, que vale vaga na fase final e na disputa pelo título. Já a equipe que perder jogará os playoffs de permanência no Grupo Mundial 1 no início da próxima temporada.

“No momento, naturalmente partimos do princípio de que João Fonseca jogará, já que ele é claramente o jogador brasileiro de melhor ranking”, disse Luthi à Swiss Tennis, levando em consideração de que Fonseca não jogou o US Open, por uma lesão muscular na região abdominal. “Mas tento manter essas considerações um pouco em segundo plano. Só um ou dois dias antes do confronto vamos nos dedicar mais intensamente ao adversário”.

Para o suíço, começar bem pode ser importante para minimizar o impacto da torcida brasileira, no ginásio com capacidade para 15 mil pessoas e prefere enxergar a atmosfera como um estímulo.

“Se conseguirmos vencer logo a primeira partida, talvez isso aumente um pouco a pressão sobre o adversário. Mas, no fim, realmente precisamos encarar partida por partida”, afirmou. “É um privilégio poder jogar em um lugar assim, e estou muito curioso para sentir o ambiente. Jogar tênis diante de tantos espectadores é especial e todos estão ansiosos por isso”.

Luthi terá ainda uma referência importante dentro do grupo e garante que Stan Wawrinka não estará no Rio apenas para se despedir. “Conhecemos o Stan. Ele já disputou muitas partidas assim e gosta dessa atmosfera. Ele certamente vai lutar e dar tudo de si. Stan é alguém que sempre quer vencer, e isso é muito positivo”, destacou.

A presença do ex-número 3 do mundo também serve de inspiração para os jogadores mais jovens da equipe, que ainda tem Remy Bertola, Jerome Kym, Dominic Stricker e o duplista Jakub Paul. “Stan é uma grande inspiração e uma motivação adicional para eles. Ter um jogador com tamanha experiência em uma partida como essa é, naturalmente, muito valioso”, afirmou.

A equipe brasileira, do capitão Jaime Oncins, iniciou os treinamentos na última segunda-feira e conta com João Fonseca, Gustavo Heide, Matheus Pucinelli e a forte parceria de Orlando Luz e Rafael Matos para a partida de duplas. Os juvenis Guto Miguel e Leonardo Storck acompanham o grupo durante os treinos.