As chaves principais do torneio juvenil do US Open começaram neste domingo com uma vitória dramática de Guto Miguel, que salvou match-point contra o norte-americano Daniel Malacek, e as eliminações de Victória Barros, Leonardo Storck e Francisco Damorim nas chaves de simples.
Restam ainda as estreias de Nauhany Silva e Pedro Chabalgoity, marcadas para esta segunda-feira, data em que Guto também já atua pela segunda rodada, diante do britânico Mark Ceban. Também será dia da início do torneio de duplas.
Em Nova York, os juvenis brasileiros acumulam três títulos, mesmo número que em Roland Garros. Mas o US Open é o único Slam em que o país tem dois títulos de simples, o primeiro com Thiago Wild em 2018 e o segundo com João Fonseca em 2023.
Nas duplas, o primeiro título foi há uma década, com Felipe Meligeni. Ele foi campeão jogando ao lado de Juan Carlos Aguilar, que na época jogava pela Bolívia, mas atualmente defende o Canadá pelo cicuito profissional. Destaque também para a parceria de João Menezes e Rafael Matos, vice-campeões em 2024.
Atual campeão de simples em Roland Garros e de duplas em Wimbledon, Guto Miguel lidera o ranking mundial juvenil e está encerrando o ciclo na categoria em busca de mais um título de Grand Slam. Na edição passada, o goiano foi semifinalista.
Nas disputas femininas, o Brasil tem poucos resultados de destaque, especialmente em simples. Um exemplo disso é que a última vitória de uma juvenil brasileira no US Open foi em 2002 com Marina Tavares. Na época, ela venceu a estreia contra a norte-americana Amber Liu e perdeu na rodada seguinte para a lituana Aurelija Miseviciute.
Chance da primeira vitória em 24 anos
Com a queda de Victória Barros diante da norte-americana Annika Penickova, que já ocupa o 575º lugar da WTA e disputou o quali de simples e a chave de duplas como profissional, em Nova York, quem terá a chance de quebrar essa sequência para o tênis brasileiro é Nauhany Silva.
Paulista de 16 anos, Naná é a oitava cabeça de chave e estreia nesta segunda-feira ao meio-dia (de Brasília) contra a norte-americana de 18 anos Olivia Traynor, 62ª do ranking. Tanto ela quanto a potiguar Victória Barros, semifinalista de Roland Garros, têm quebrado barreiras para as juvenis brasileiras ao longo da temporada. Juntas protagonizaram uma final no Banana Bowl e chegaram à final de duplas em Wimbledon. E a próxima temporada pode trazer ainda mais feitos.
Ao longo dos últimos 24 anos, diversas brasileiras disputaram as chaves juvenis do US Open, mas sem vitórias em simples. Entre elas, Beatriz Haddad Maia e Luísa Stefani, que posteriormente conseguiriam grandes campanhas no circuito profissional, com Bia chegando às quartas em 2024 e Stefani alcançando duas semifinais de duplas e ainda em busca de um título inédito para fazer ainda mais história para o tênis brasileiro.
